Programa

Por ser um hospital de pesquisa e reabilitação, altamente reconhecido pelo tratamento que oferece, o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP) vem desenvolvendo ao longo dos anos uma vocação natural: o investimento na pesquisa científica e na formação de recursos humanos.

Afinal, ao divulgar aos profissionais da saúde conhecimentos tão específicos e úteis para a reabilitação de milhares de pessoas portadoras de anomalias craniofaciais – como os reconhecidamente adquiridos por sua equipe interdisciplinar em anos de trabalho – o HRAC está beneficiando os próprios pacientes, que passam a contar com mais profissionais especializados atuando pelo Brasil afora.

E a experiência não poderia ser melhor: a implantação do Programa de Pós-Graduação (mestrado e doutorado), além de cursos de extensão e aprimoramento em diversas áreas do conhecimento, tem criado a cada ano um número significativo de recursos humanos e colaborado para o enriquecimento da literatura científica.

 

LINHAS DE PESQUISA 

LINHA 1 – FORMA E FUNÇÃO

1A – Morfologia oral e craniofacial nas fissuras labiopalatinas e anomalias craniofaciais
1B – Avaliação das funções orofaciais e desordens do sono nas fissuras labiopalatinas e anomalias craniofaciais
1C – Funções cognitivas e qualidade de vida nas fissuras labiopalatinas e anomalias craniofaciais

LINHA 2 – REABILITAÇÃO

2A – Gerenciamento das funções e disfunções associadas às fissuras labiopalatinas e anomalias craniofaciais
2B – Condutas terapêuticas interdisciplinares nas fissuras labiopalatinas e anomalias craniofaciais
2C – Processos educacionais, de incorporação de tecnologias e de gestão em saúde

LINHA 3 – ETIOLOGIA, EPIDEMIOLOGIA E PREVENÇÃO

3A – Genética nas fissuras labiopalatinas e anomalias craniofaciais
3B – Etiologia e epidemiologia das fissuras labiopalatinas e anomalias craniofaciais

 

HISTÓRICO DO PROGRAMA (ver mais)

O HRAC-USP foi fundado como Centro Interdepartamental da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) em 1967, e, tornou-se unidade hospitalar autônoma em 1976, na condição de Órgão Complementar da USP. Presta atendimento multidisciplinar a pacientes com fissuras orofaciais e anomalias relacionadas e a portadores de deficiências auditivas tendo se projetado como Centro de Excelência para o estudo e tratamento dessas anomalias, tanto em nível nacional como internacional. Ao longo dos anos, diante da experiência adquirida na assistência aos pacientes, profissionais de variadas áreas e com sólida formação acadêmica, passaram a desenvolver pesquisas básicas e aplicadas e a atuar na divulgação e transmissão dos conhecimentos adquiridos, atendendo, assim, aos três objetivos da Universidade: Extensão, Pesquisa e Ensino. 

Particularmente no que diz respeito à área de Ensino, o HRAC passou a oferecer de forma sistematizada, a partir de 1996, Cursos de Aprimoramento e Residência, Aperfeiçoamento e Especialização, todos gratuitamente, com a finalidade de formar profissionais especialistas em diferentes áreas da reabilitação das anomalias craniofaciais: Medicina, Odontologia, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Pedagogia, Enfermagem, Serviço Social, Psicologia e Nutrição.

Procurando ampliar sua área de atuação e oferecer, também, cursos de natureza acadêmica, o HRAC teve aprovado pelo Conselho de Pós-Graduação da USP e pela CAPES, seu Programa de Pós-Graduação em Ciências, tendo como área de concentração: Distúrbios da Comunicação Humana (DCH), de caráter multidisciplinar, em nível de Mestrado e Doutorado, oferecido a partir de 1998. Em 2002, foi aprovada nova área de concentração: Fissuras Orofaciais (FOF), em nível de Mestrado, voltado apenas para a área odontológica.

No ano de 2003, o Programa passou a ser denominado Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, no sentido de melhor caracterizar o perfil dos cursos oferecidos e de facilitar sua identificação entre o rol de Programas credenciados na USP e na CAPES. 

Em 2006, o Programa foi reformulado e passou a ser oferecido em uma única área de concentração, de caráter multidisciplinar: Fissuras Orofaciais e Anomalias Relacionadas, em nível de Mestrado e Doutorado, atendendo, desta forma, ao perfil historicamente construído pelo HRAC.

Vale destacar que o conjunto de atividades de ensino desenvolvidas pela instituição, levaram à certificação como Hospital de Ensino pelo Ministério da Saúde e Ministério da Educação, o que veio a reforçar a vocação acadêmica do HRAC com reflexos positivos e imediatos para a consolidação do PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA REABILITAÇÃO.

HISTÓRICO DO PROGRAMA (clique para fechar)

 

PROPOSTA DO PROGRAMA (ver mais)

O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da Universidade de São Paulo (USP) visa, de modo amplo, formar recursos humanos altamente qualificados na área de Fissuras Orofaciais e Anomalias Relacionadas, embasados em princípios acadêmico-científicos, capazes de atuar na difusão de conhecimentos e contribuir para o avanço da área com a geração de novos conhecimentos.

De modo estrito, visa a formação interdisciplinar de pesquisadores na área aplicada e, simultaneamente, sua qualificação para a docência, pesquisa e para o exercício diferenciado de suas funções com liderança e capacidade de supervisão. Trata-se de proposta de perfil acadêmico e multidisciplinar, oferecido por Centro de Referência na área.

O objetivo INTERDISCIPLINAR deste programa, congregando diversas áreas da saúde em torno da problemática das fissuras orofaciais, parece apresentar certo ineditismo no Brasil e no mundo. Em outros centros nacionais e internacionais, as fissuras orofaciais são pesquisadas dentro de programas específicos de Cirurgia Plástica, Odontologia ou Fonoaudiologia. Nosso programa contempla tais áreas do conhecimento, entrelaçando-as ainda com a Genética, Fisiologia, Psicologia e Fisioterapia. Tais áreas interagem tanto em algumas disciplinas do programa quanto em projetos de pesquisa multidisciplinares.

O programa ainda visa gerar novos conhecimentos interdisciplinares e transdisciplinares na área da saúde de modo a contribuir para a reabilitação de indivíduos com anomalias craniofaciais, no sentido de melhorar a qualidade da reconstrução morfológica e dos resultados funcionais, reduzindo o desgaste do paciente e suas famílias durante a terapia e promovendo a sua inclusão na sociedade. 

PROPOSTA DO PROGRAMA (clique para fechar)