Dia Mundial do Sorriso no HRAC-USP

Neste ano, campanha “Há sorrisos que mudam vidas” tem como objetivo promover o conhecimento sobre a fissura labiopalatina e reforçar a importância do tratamento multidisciplinar

A primeira semana de outubro foi marcada pela celebração do Dia Mundial do Sorriso. Centro de Liderança em Fissura Labiopalatina, o HRAC-USP contou, no dia 5 de outubro, com atividades especiais e distribuição de brindes aos pacientes pela Smile Train, a maior organização filantrópica do mundo dedicada à causa.

‘Quando a Lorena nasceu, achei que não fosse dar conta, entrei em depressão. Foi depois de chegar ao Centrinho para a primeira cirurgia, com todo o cuidado e orientação que recebemos de toda a equipe, que me senti capaz. Hoje, ver esse sorriso lindo da minha filha e sua ótima fala traz muito alívio. Realmente, esses sorrisos mudam vidas’, relata Larissa Junia da Silva, mãe de Lorena Vitória Silva Chaves, 6 anos, de Serranos (MG), nascida com fissura labiopalatina e em tratamento no HRAC-USP em Bauru. Foto: Tiago Rodella/HRAC-USP

No jardim interno, um dos quiosques foi transformado em um “Hospital Trem do Sorriso”, com estações interativas onde as crianças puderam explorar e fazer simulação de atendimentos médicos e odontológicos em bonecos com fissura labiopalatina. Os cenários foram compostos por itens que simularam berço hospitalar, cama, mesa para atendimento, cadeiras do profissional e do paciente, armário com medicamentos, instrumentos de atendimento médico e odontológico, roupas profissionais, entre outros adereços. A proposta da atividade lúdica foi contribuir para que pais ficassem mais informados e as crianças ambientadas e mais tranquilas, condições que favorecem a segurança do paciente em cirurgias.

O grupo Fábrica de Sorrisos também trouxe diversão e brincadeiras para as crianças, com jogos de tabuleiro gigante, mesa sensorial e pintura facial.

Foi montada ainda, na Brinquedoteca do Hospital, um espaço instagramável com o tema “Há sorrisos que mudam vidas”, onde as crianças e adultos podem registrar suas fotos para publicar nas redes sociais, até o final de outubro.

As ações foram desenvolvidas com a colaboração da equipe do Serviço de Educação e Terapia Ocupacional do HRAC-USP.

Sorrisos que mudam vidas
Neste ano, a celebração do Dia Mundial do Sorriso é parte da campanha “Há sorrisos que mudam vidas”, que visa multiplicar informações sobre a fissura labiopalatina e reforçar a importância do tratamento multidisciplinar.

Por meio da campanha, que segue até o dia 31 de outubro, pessoas com fissura labiopalatina, seus familiares ou aqueles que buscam por tratamento ou por mais informações sobre o assunto podem acessar o site www.smiletrainbrasil.com/sorrisos e cadastrar seus dados, para que a equipe da Smile Train entre em contato.

No mesmo site, profissionais de saúde que desejarem se aproximar da organização para colaborar também podem deixar seus dados.

“Além de propiciar atividades lúdicas e educativas aos pacientes e familiares – o que torna mais leve sua permanência no ambiente hospitalar –, é sempre importante aproveitar cada oportunidade e cada data comemorativa como essa para ampliar o acesso à informação sobre a fissura labiopalatina e o conhecimento da sociedade sobre esta condição, que impacta a qualidade de vida de muitas pessoas, mas que tem tratamento”, ressalta o professor Carlos Ferreira dos Santos, superintendente do HRAC-USP.

Veja mais fotos das atividades nas páginas do HRAC-USP no Instagram (@hracusp) e Facebook.

Sobre a malformação
A fissura labiopalatina acontece quando há problemas na formação da face do futuro bebê nas primeiras semanas da gestação, podendo envolver, de maneira isolada ou associada, o lábio, a gengiva e o céu da boca (palato).

A incidência é de uma criança a cada 650 nascidas vivas. A malformação pode ter causa genética e estar associada ou não a outras alterações. Pode estar relacionada, ainda, a fatores ambientais como obesidade ou outras doenças maternas, deficiência de vitaminas na mãe, além de uso de determinados medicamentos, cigarro e álcool no início da gestação.

Essa condição congênita traz impactos tanto estéticos como funcionais, como dificuldades na alimentação, alterações nos dentes e na mordida, implicações no crescimento da face e no desenvolvimento da fala e audição, além de problemas emocionais e sociais.

“O tratamento multidisciplinar, quando iniciado precocemente, permite que a criança tenha um melhor desenvolvimento e qualidade de vida. Além da reparação cirúrgica, o processo de reabilitação exige, muitas vezes até a fase adulta, a intervenção e acompanhamento com diversos profissionais, como médicos, cirurgiões-dentistas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, biólogos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, além de técnicos e demais áreas de apoio”, salienta o superintendente do HRAC-USP, professor Carlos Ferreira dos Santos.

Assessoria de Imprensa HRAC-USP

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