(Português do Brasil) Pelo segundo ano consecutivo, trabalho defendido no HRAC-USP conquista primeiro lugar no Prêmio Tese SBFa

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Tese premiada e menções honrosas foram anunciadas pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia no último dia 09/12                    

Pelo segundo ano consecutivo, uma tese de doutorado defendida no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP) em Bauru conquistou o primeiro lugar no Prêmio Tese SBFa, concedido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa).

A tese premiada e as menções honrosas foram anunciadas pela SBFa no último dia 09/12/2021, Dia do Fonoaudiólogo, em cerimônia on-line de encerramento do 29º Congresso Brasileiro e 11º Congresso Internacional de Fonoaudiologia.

Ao todo, 21 trabalhos concorreram ao Prêmio de Tese, dentre os quais um foi premiado e outros cinco receberam menção honrosa. A relação completa está disponível em https://lp.sbfa.org.br/premiacao-2021/.

De autoria de Maria Natália Leite de Medeiros Santana, a tese vencedora foi defendida no HRAC-USP em 2018 e é intitulada “Fatores preditivos da disfunção velofaríngea em indivíduos com fissura labiopalatina submetidos ao avanço cirúrgico de maxila: Avaliação clínica e tomográfica”. A orientação foi da fonoaudióloga Renata Paciello Yamashita, do Laboratório de Fisiologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação do HRAC-USP.

Contribuição ao tratamento
Indivíduos com fissura labiopalatina frequentemente apresentam deficiência de crescimento do terço médio da face. A correção da discrepância maxilomandibular nesta população é realizada, em geral, por meio do avanço cirúrgico de maxila. O procedimento repercute positivamente no tratamento das desordens respiratórias e do sono. No entanto, pode levar ao prejuízo da ressonância de fala (hipernasalidade).

Nesse contexto, o objetivo do estudo foi investigar se as condições morfofuncionais da região velofaríngea (inserção, mobilidade e extensão do véu palatino e razão entre a profundidade da nasofaringe e a extensão do véu palatino) podem ser consideradas fatores preditivos do aparecimento ou agravamento da hipernasalidade em indivíduos com fissura labiopalatina após o avanço cirúrgico de maxila.

Dra. Renata Yamashita, orientadora, e Maria Natália L. M. Santana, autora, após defesa da tese em 2018. Foto: Márcio Antonio da Silva/HRAC-USP

“Dentre as condições morfológicas e funcionais da região velofaríngea analisadas, a mobilidade do músculo levantador do véu palatino foi considerada um fator de risco para o aparecimento da hipernasalidade após o avanço cirúrgico de maxila”, explica Maria Natália, autora da tese. “Este estudo também mostrou que os demais fatores não representaram risco para a deterioração da função velofaríngea independentemente da quantidade de avanço cirúrgico da maxila”, acrescenta.

Para Renana Yamashita, orientadora da tese, “os resultados desta pesquisa representam uma grande contribuição para a clínica fonoaudiológica, para as equipes multiprofissionais e, principalmente, para os pacientes, pois permitem a identificação daqueles que apresentam maiores riscos de deterioração da fala e, consequentemente, favorecem as orientações pré-cirúrgicas”.

Premiações
Este é o segundo ano consecutivo em que um trabalho defendido no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação do HRAC-USP vence o Prêmio Tese SBFa.

Em 2020, a tese “Elaboração de dois instrumentos para predizer o fechamento velofaríngeo com base nas características de fala e sua correspondência com as dimensões do orifício velofaríngeo”, de autoria de Rafaeli Higa Scarmagnani, também sob a orientação de Renata Yamashita, foi a vencedora.

Assessoria de Imprensa HRAC-USP

Assessoria de Imprensa HRAC-USP