Vereadores fazem visita técnica ao prédio do futuro Hospital das Clínicas

Estado anunciou cronograma para projeto assistencial e adequação do prédio, com obras previstas para 2020                 

Foto: Tiago Rodella, HRAC

O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP recebeu, no dia 22 de maio, visita técnica de vereadores bauruenses, para verificar in loco as condições estruturais do prédio do futuro Hospital das Clínicas, complexo que o Centrinho-USP irá integrar.

No último dia 16 de maio, o Governo do Estado anunciou que, até o fim do mês, será definido o projeto assistencial e, até o final de 2019, a licitação de um projeto arquitetônico para adequação do prédio, com perspectiva de que as obras sejam iniciadas em 2020.

Foto: Tiago Rodella, HRAC

Durante o encontro com os vereadores, o professor José Sebastião dos Santos, superintendente do Centrinho-USP e coordenador do Curso de Medicina da FOB-USP, fez uma apresentação sobre as atividades desenvolvidas pelo HRAC, o Curso de Medicina – que está em seu segundo ano –, o contexto de implantação do Hospital das Clínicas e o sistema de saúde locorregional.

“Um Curso de Medicina público deve ter compromisso social, porque é financiado pela sociedade. A formação médica, atualmente, não depende mais de um hospital apenas, e sim do sistema de saúde. E nossos estudantes estão, desde o inicio do Curso, inseridos nos serviços municipais e também estaduais. Começa com a atenção básica e depois vai para a média e elevada complexidade”, explanou.

De acordo com o professor, para formar melhor, é necessário um sistema de saúde mais racional, com fortalecimento da atenção básica, um complexo regulador da assistência (para avaliação de necessidade e risco e ordenação do acesso de pacientes do Estado e do país) e a tipificação das atribuições e governança compartilhada dos hospitais estaduais em Bauru.

“O perfil assistencial desse complexo do Hospital das Clínicas, portanto, deverá ser definido pelo Sistema Único de Saúde, por meio do gestor municipal e estadual, a partir da identificação das necessidades locorregionais. Mas um aspecto fundamental é que deverá aprimorar o atendimento da população, dar condições para a formação médica, de outros profissionais da saúde e de especialistas, além de preservar e potencializar o trabalho já desenvolvido no Centrinho”, ressaltou Santos.

O professor também apresentou aos vereadores um mapeamento técnico das condições estruturais e sanitárias da nova unidade hospitalar e as adequações necessárias, como portarias, acessibilidade, rede hidráulica, elétrica e lógica, sistema de gases medicinais e de climatização, que demandam um investimento de cerca de R$ 12 milhões.

“A ocupação deverá ser gradativa. Primeiro, são necessárias as adequações, para garantir o padrão sanitário e a infraestrutura apropriada. Depois, vem a ocupação, por etapas. A ideia é trazer, inicialmente, atendimentos que tenham conexão com aquilo que o Centrinho faz, aproveitando a estrutura e expertise já disponíveis”, pontuou Santos.

O professor destacou ainda a relevância da atuação da Câmara de Bauru nas questões da saúde e do diálogo entre os gestores das esferas municipal, estadual e federal para o aprimoramento da assistência à população.

Foto: Márcio Antonio da Silva, HRAC

A presidente da Comissão de Saúde do Legislativo bauruense, vereadora Telma Gobbi, salientou que “muitas das respostas para a sociedade saem da Câmara Municipal, por isso a importância dessa interlocução organizada e oficial com a Universidade”.

A visita técnica foi uma iniciativa das Comissões de Saúde, de Direitos Humanos e de Obras da Câmara Municipal de Bauru – presididas, respectivamente, pelos vereadores Telma Gobbi, Sandro Bussola e Manoel Losila –, e integra o trabalho de acompanhamento da saúde que o Legislativo municipal vem realizando. A visita contou ainda com a participação de engenheiros integrantes da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru e Região (Assenag), dirigentes e profissionais da USP-Bauru, entre outras autoridades.

(Reportagem: Tiago Rodella, HRAC-USP)