Programa de Fonoterapia Intensiva 2018: cerimônia de encerramento

Parceria entre FOB e HRAC, programa promove reabilitação da fala e é diferencial na formação de alunos     

Carlos Ferreira dos Santos, vice-diretor da FOB; professoras Maria Inês Pegoraro-Krook e Jeniffer Dutka; e José Roberto Pereira Lauris, prefeito do campus

Foi encerrado na tarde desta terça-feira, 06/03, no auditório Profa. Dra. Maria Cecília Bevilacqua FOB, o Programa de Fonoterapia Intensiva (PFI) 2018, com a presença de toda a equipe envolvida, pacientes e acompanhantes, autoridades do campus e convidados.

O Programa foi iniciado no dia 19/02, numa parceria entre o Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) e o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho-USP). O PFI é coordenado pelas professoras doutoras do Departamento de Fonoaudiologia da FOB Maria Inês Pegoraro-Krook e Jeniffer Dutka, e conta com a participação de alunos do 4º ano de graduação de Fonoaudiologia da FOB, alunos da pós-graduação da FOB e do HRAC e alunos do Programa de  Residência Multiprofissional do HRAC.

Sobre a importância do programa, a professora Jeniffer Dutka afirma que “nós conseguimos trazer vários pacientes de cidades onde esse serviço não é oferecido, conseguimos interagir com as fonoaudiólogas quando existem nas cidades de procedência e não sabem como fazer este trabalho, ao mesmo tempo em que formamos fonoaudiólogos aqui da USP. Além de capacitarmos pós-graduandos e residentes. Ou seja, é uma experiência única para o paciente, para os alunos e para nós que podemos ensinar, fazer pesquisa a ainda atender”.

Para a professora Maria Inês Pegoraro-Krook, o mais importante neste programa é oferecer um serviço de qualidade e com esse serviço poder treinar os alunos da graduação, os residentes que estão na USP para aprender, os alunos de pós-graduação que fazem pesquisa e tudo isso reverte para a nova prática de ensino e as novas técnicas de intervenção para o tratamento de fala.

A professora Maria Inês ressalta que é possível mostrar que um trabalho que poderia durar um ano na fonoterapia tradicional, onde o paciente faz terapia uma vez por semana, se consegue este resultado em três semanas, com 45 sessões intensivas.  “Ver a carinha deles, o brilho no olhar, a felicidade do dever cumprido, do sucesso, para nós mostra que o que nos propusemos a fazer foi missão cumprida”, finaliza a professora e coordenadora do PFI.

O paciente Jasson Rodrigues, 19 anos, procedente de Iperó (SP), agradeceu o tratamento e disse que aprendeu vários fonemas e no programa se sentiu integrado numa grande família.

A pequena Karoline Santana dos Santos, 9 anos, procedente de Santo André (SP), agradeceu toda a equipe do programa e afirmou que ama todas as pessoas que a ajudaram e os outros pacientes que aqui conheceu.

O Programa
O PFI trouxe 10 pacientes com fissura palatina (matriculados no HRAC), provenientes de vários estados do Brasil e que têm dificuldade de obter acesso à terapia de fala, ou acesso qualificado de terapia em suas cidades de origem.

No PFI, os pacientes foram submetidos a uma média de 45 terapias (4 sessões por dia), num período de 3 semanas, de segunda à sábado, com a supervisão geral das docentes responsáveis.

As terapias ocorreram na Clínica de Fonoaudiologia da FOB e os atendimentos de prótese de palato e de outras áreas (nasoendoscopia, ortodontia, odontopediatria etc.) ocorreram no HRAC.

O PFI se tornou um grande laboratório de estudo e desenvolvimento de métodos de diagnóstico e tratamento mais eficazes e mais rápidos das alterações de fala decorrentes das fissuras labiopalatinas e das disfunções velofaríngeas.

Ao término do PFI, os pacientes foram encaminhados para dar continuidade ao tratamento com fonoaudiólogos de suas cidades de origem, os quais se integram ao Programa de Telessaúde criado também em parceria entre a FOB e o HRAC.

(Por Marianne Ramalho, Assessoria de Comunicação da PUSP / Fotos: Denise Guimarães, FOB)