HRAC recebe menção honrosa no Prêmio Tese Destaque USP 2018

Tese de doutorado de Letícia Dominguez Campos avaliou desordens respiratórias do sono em indivíduos com fissura     

O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) acaba de receber, pela segunda vez, menção honrosa no Prêmio Tese Destaque USP. Os trabalhos vencedores desta edição de 2018 foram divulgados nesta semana (20/08) pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade.

A tese “Vias aéreas superiores e desordens respiratórias do sono em indivíduos com fissura labiopalatina e discrepância maxilomandibular: Análise por polissonografia, tomografia computadorizada de feixe cônico e fluidodinâmica computacional”, de autoria de Letícia Dominguez Campos, sob orientação e coorientação, respectivamente, das professoras Inge Elly Kiemle Trindade e Ivy Kiemle Trindade Suedam, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação do HRAC, foi contemplada com menção honrosa na grande área Multidisciplinar.

Em 2015, a tese “Avaliação dos efeitos dentoesqueléticos da expansão rápida diferencial da maxila em pacientes com fissura labiopalatina completa e bilateral”, de autoria de Rita de Cássia Moura Carvalho Lauris e orientação da professora Daniela Gamba Garib Carreira, recebeu menção honrosa na mesma grande área do Prêmio.

Em sua sétima edição, o Prêmio Tese Destaque USP visa reconhecer e premiar as teses de doutorado de destaque defendidas nos Programas de Pós-Graduação da Universidade nas grandes áreas de conhecimento, de forma a estimular a constante busca pela excelência na pesquisa. Os critérios de premiação consideram originalidade do trabalho, relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação, e valor agregado ao sistema educacional.

“Esse é um estudo inovador, que avaliou de forma integrada diversos aspectos funcionais e anatomofisiológicos relacionados às vias aéreas superiores e à qualidade do sono dos pacientes com fissura labiopalatina. Por meio de dois grandes testes – a polissonografia (em que avaliamos como se apresenta o sono do paciente) e a tomografia computadorizada (em que fazemos uma reconstrução tridimensional das vias áreas desse paciente) –, foi possível concluir que os pacientes com fissura têm um estreitamento, uma redução volumétrica das vias aéreas, o que os predispõem a uma qualidade de sono inferior em relação aos indivíduos sem fissura”, explica a professora Ivy Kiemle Trindade Suedam, coorientadora do doutorado de Letícia Dominguez Campos.

De acordo com Ivy Suedam, também tiveram participação fundamental no estudo os professores Amelia Drake, Luiz Pimenta e Julia Kimbell, do Centro Craniofacial da University of North Carolina (UNC), de Chapel Hill, nos Estados Unidos, que colaboraram com a técnica de fluidodinâmica computacional.

Vice-presidente da Comissão de Pós-Graduação do HRAC, a professora Ivy Suedam destaca ainda que “essa menção honrosa é mais um bom indicador, mostra que o HRAC faz pesquisa de qualidade, de impacto e de aplicação clínica, ou seja, o que se descobre no laboratório é aplicado na reabilitação e no bem-estar do paciente”.

Veja o resultado completo do Prêmio em: http://www.prpg.usp.br/index.php/pt-br/noticias/5181-resultado-do-premio-tese-destaque-usp-2018.

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(Foto: Marcos Santos / USP Imagens)