USP-Bauru recebe visita dos novos reitor e vice-reitor

Universidade de excelência e mais próxima da sociedade é principal desafio para os novos dirigentes |

A partir da esquerda: os professores Carlos Ferreira dos Santos (vice-diretor da FOB na gestão atual e próximo diretor); Maria Aparecida Moreira Machado, superintendente do HRAC e diretora da FOB; Vahan Agopyan e Antonio Carlos Hernandes, reitor e vice-reitor da USP para a gestão 2018-2021; e José Roberto Pereira Lauris, prefeito do campus USP-Bauru

Os professores Vahan Agopyan e Antonio Carlos Hernandes, reitor e vice-reitor da USP para a gestão 2018-2021, visitaram o campus de Bauru no último dia 18 de dezembro. Eles agradeceram os docentes, servidores técnicos e administrativos e alunos do campus, destacaram os planos e desafios para os próximos anos, e ouviram a comunidade local no Teatro Universitário. Os novos reitor e vice-reitor da Universidade assumem o mandato no dia 25 de janeiro de 2018.

“Agradecemos o apoio e confiança que tivemos da comunidade de Bauru. Agradecemos a cada um de vocês, mesmo àqueles que não votaram na gente, porque somos todos USP. Temos que nos focar agora em transformar a nossa Universidade, para que seja cada vez mais de excelência, cada vez mais próxima e presente na sociedade”, afirmou aos presentes o professor Vahan, vice-reitor na atual gestão. “E esse campus tem demonstrado isso. A FOB e o Centrinho têm uma interação grande com a comunidade de Bauru. O que acontece aqui, reflete na sociedade bauruense. É isso que queremos para a Universidade, que ela seja reconhecida pela sociedade como instrumento para o seu desenvolvimento. Este é nosso grande desafio e vamos precisar do apoio de cada um de vocês”, salientou.

Segundo o professor Vahan, as áreas de saúde da USP já têm grande interação com a sociedade, mas é possível ainda mais. “Bauru, Ribeirão Preto e o Quadrilátero da Saúde em São Paulo são campi com grande atuação junto à sociedade. Bauru já tem um histórico diferenciado e, certamente, nós queremos incentivar ainda mais essa atividade”.

Em entrevista, o professor Vahan destacou que a USP está começando uma nova fase. “Conseguimos – e isso é um grande mérito da comunidade uspiana – evitar uma crise que comprometesse nossa autonomia. E essa autonomia financeira e administrativa é essencial para que uma universidade possa ser de excelência e se planejar. Foi possível enfrentar essa situação financeira e, ao mesmo tempo, a Universidade não parou de se desenvolver. A partir de agora, mesmo em uma situação financeira não confortável, já é momento de pensarmos em novas realizações”, frisou.

Já o professor Antonio Carlos Hernandes, pró-reitor de Graduação na gestão 2014-2017, ressaltou – também em entrevista – a importância de “simplificar processos, flexibilizar ações, e, principalmente, compartilhar experiências, fazer com que as boas práticas existentes sejam disseminadas na Universidade como um todo”.

Reforçou também, entre outros pontos, a prioridade de uma maior interação com a sociedade, inclusive para o crescimento dos alunos. Ele mencionou como exemplo o programa USP Municípios – voltado ao desenvolvimento de ações de extensão, como cursos, seminários, assistência técnica e apoio a projetos, relacionadas a temas relevantes para as cidades brasileiras.

“Propiciar que os alunos do 2º e 3º ano de Odontologia, Fonoaudiologia – e, futuramente, de Medicina – façam trabalhos específicos com a sociedade, com ações que envolvam questões básicas de saúde, como prevenção e informação, é fundamental. E os alunos saem completamente transformados”, avaliou.

“Hoje os alunos já trabalham e têm clareza dos problemas que temos na sociedade, principalmente na comunidade local. O que estamos propondo é expandir essas ações para todo o Estado, para que o aluno possa desenvolver atividades em outra região. Com isso ele deixa de viver apenas aquele entorno e passa a conhecer outras experiências, e cresce rapidamente. É esse futuro profissional que vai fazer a diferença. Técnico, mas que pense de maneira mais abrangente”, pontuou Hernandes.

“Nós já formamos um excelente profissional, o que nós queremos é formar também um cidadão melhor”, completou o professor Vahan.

Valorização dos recursos humanos
Com relação à valorização dos recursos humanos da Universidade, que, de acordo com o programa de gestão da chapa, visa pessoal motivado e de alto nível, o professor Vahan falou tanto da carreira docente como dos servidores técnicos e administrativos.

“Para valorizar e estimular os nossos docentes, já foi proposto para a CPA [Comissão Permanente de Avaliação da Universidade] fazer uma avaliação intermediária entre o que era feito no passado e o que se espera fazer nos próximos 3, 4, 5 anos, para que a gente comece a ter progressão horizontal. Outra medida que vamos aplicar logo no começo é revitalizar o apoio oferecido aos jovens docentes [por meio do Programa de Apoio aos Jovens Docentes], para que tenham perspectivas melhores de desenvolver sua carreira. E também estamos pensando nos nossos funcionários. Precisamos estudar a progressão horizontal também para os servidores técnicos e administrativos. Já reajustes dependem de acordo com as nossas coirmãs [Unesp e Unicamp]”, explicou Vahan à comunidade do campus.

HRAC, Medicina e novo hospital
Durante a conversa com a comunidade USP-Bauru, a professora Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, superintendente do HRAC e diretora da FOB, explanou que, a partir de 2018, a Secretaria da Saúde do Estado irá começar a estruturar o novo hospital (prédio azul) – que será de média e alta complexidade e deverá funcionar em plenitude em meados de 2019 –, o que também vai dar suporte ao que o HRAC já faz para pacientes com fissura labiopalatina, síndromes associadas e deficiência auditiva.

“É prioridade atender as demandas do Hospital, até para cumprir o que é pactuado com o SUS. O Centrinho continua fazendo o que já faz, e isso já é entendimento tanto da Secretaria da Saúde como de todos os segmentos. E seu orçamento continua o mesmo para 2018”, assinalou. “Temos trabalhado para trazer resolutividade às necessidades do Hospital. Conseguimos dois anestesistas e vamos ter mais um. No ano que se inicia, a área acadêmica será um dos focos. No aspecto de pesquisa, por exemplo, o Centrinho pode, com seu potencial, captar muito recurso”.

Quanto ao novo curso, a professora Maria Aparecida lembrou que tanto os alunos de Medicina, como os de Odontologia (que já têm) e de Fonoaudiologia (que pode ser aberta nova frente) têm abertas as portas de todos os hospitais do Estado gerenciados pela Famesp. “Isso é muito bom. O nosso aluno de Medicina, por exemplo, desde o primeiro dia, vai ter uma vivência hospitalar”.

“Caminhamos bastante no último ano. Se fizermos uma retrospectiva de 2017, temos muito a agradecer por tudo o que foi feito, e acredito que nós vamos caminhar ainda mais”, finalizou a professora Maria Aparecida.

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Fotos: Denise Guimarães, FOB-USP