(Português do Brasil) Professores da USP dão dicas sobre como se manter ativo na quarentena

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Especialistas afirmam que a prática de atividades físicas é fundamental para manter saúde física e mental, mesmo em casa                   

Por Crisley Santana, Jornal da USP

Com o avanço do novo coronavírus, instituições de saúde como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, no Brasil, recomendam o isolamento social para diminuir a disseminação da covid-19, doença causada pelo vírus. Mas ficar em casa não significa ficar sedentário. Para auxiliar as pessoas a se manterem ativas durante esse período de quarentena, professores da USP disponibilizaram dicas pela internet.

Um deles é o professor Bruno Gualano, da Faculdade de Medicina da USP. Ele e seu grupo de pesquisa de Fisiologia Aplicada e Nutrição criaram materiais com sugestões de atividades físicas. O grupo é formado por docentes, pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação da USP. “Num momento de crise como o que se apresenta, é nossa função trazer à sociedade recomendações baseadas na ciência sobre como se manter saudável”, ressalta Gualano.

O professor explica que a insuficiência de atividade física é um dos fatores de risco mais importantes para mortalidade e morbidade. “Em poucos dias de inatividade, sabemos que a função muscular e a saúde metabólica se deterioram de maneira importante. Por isso, é imprescindível que nos mantenhamos ativos, mesmo em condições de confinamento”.

Segundo o professor, pessoas de todas as idades precisam praticar atividades físicas. Para as crianças, vale a criatividade dos pais para recriar exercícios em casa, já que as brincadeiras em grupo e parquinhos são contraindicados devido à possibilidade de contaminação pela covid-19. Para os adultos e idosos, o ideal é seguir recomendações de profissionais capacitados. O objetivo é trazer, de modo seguro e divertido, práticas que foram planejadas para os pacientes que participam das pesquisas do grupo mas foram adaptadas e podem ser seguidos por quem desejar.

“É importante ressaltar que a pessoa que possui alguma doença conhecida e é inativa precisa consultar seu médico (mesmo que à distância) antes de se engajar num programa de exercícios”, lembra o professor.

Além do Jornal da USP, os materiais produzidos pelo grupo Fisiologia Aplicada e Nutrição podem ser encontrados no canal Ciência InForma, disponível no Youtube, InstagramFacebook.

Dicas em vídeo
O professor Vinicius Heine também disponibilizou materiais para incentivar a prática de atividades físicas durante o período de isolamento. Ele ministra aulas de Capoeira e Condicionamento Físico Integrado no Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp), em São Paulo. Em uma série de vídeos, ele demonstra como realizar alguns exercícios.

“Já faz algum tempo tenho essa prática de produzir vídeos para meus alunos e interagir com eles através das mídias sociais. Certamente que esse momento de isolamento social potencializou essa ideia”, conta. Ele ressaltou que estar fisicamente ativo durante o período de quarentena contribui para o controle do estresse e da ansiedade, promovendo saúde e qualidade de vida.

Para ele, todas as pessoas devem praticar atividades físicas, inclusive as sedentárias, porém, “numa intensidade mais baixa, tomando cuidados especialmente se já possuem problemas articulares, por exemplo”.

“É importante que a pessoa evite a realização de movimentos que ache difíceis ou que tenha dúvidas quanto à forma correta de execução. Também pessoas que têm restrições médicas para exercícios físicos devem evitar a realização dos mesmos”, acrescenta.

Neste link, o vídeo sobre Condicionamento Físico Integrado, ministrado pelo professor Vinícius. A modalidade é a integração de técnicas de exercícios de outras modalidades, como Pilates, Musculação, Capoeira, Boxe, entre outras. A prática “busca extrair o que há de melhor de cada uma, dentro de uma proposta de condicionamento físico e qualidade de vida por meio do movimento”, explica.

Além destes, outros profissionais disponibilizam materiais sobre atividades físicas que podem ser encontrados on-line no canal do Youtube e mídias sociais do Cepeusp: Instagram e Facebook.

(Fonte: Jornal da USP / Imagem: Arte sobre fotos / Freepik / Cepeusp)